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Shazam – Adão Negro merece mesmo ganhar um filme solo?

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Quando Dwayne Johnson começou a dar entrevistas em 2014 sugerindo que estrelaria Shazam!, parecia mais uma promoção do ator do que um projeto viável – afinal, a Warner Bros. já mantém na gaveta o filme de Capitão Marvel há bem mais tempo. Desde então o capital do ator cresceu consideravelmente em termos de potencial de bilheteria e o velho The Rock dá entrevistas cada vez mais intrincadas sobre sua entrada no Universo DC do cinema.

Afinal, existe alguma chance de que Adão Negro – o antagonista clássico de Shazam que Johnson pegou para si como projeto pessoal – se torne mesmo o protagonista de sua própria história nas telas? A julgar pelo tratamento que o personagem tem recebido nos últimos anos nas HQs da DC Comics, caracterizado mais como um anti-herói e não necessariamente como um vilão, essa possibilidade pode, sim, se viabilizar numa eventual adaptação.

Adão Negro foi criado em 1945, numa época em que a Fawcett Comics apostou em expandir a família do Capitão Marvel para ganhar em cima da popularidade do super-herói, cujas HQs chegaram a vender mais que Superman no começo dos anos 1940 (leia mais sobre isso no nosso artigo sobre os 75 anos de Shazam). Quando a DC Comics conseguiu o Capitão Marvel para si na sua aquisição da Fawcett, Adão Negro estava no pacote, e durante esse período foi tratado como um vilão clássico, uma versão do herói corrompida por poder.

A identidade dele raramente muda. A única aparição de Adão Negro na Fawcett, em The Marvel Family #1, deu as bases do personagem. Teth-Adam era um homem no Egito Antigo que, por sua suposta fortaleza moral, foi eleito pelo mago Shazam para receber seus dons e ser seu sucessor. Rapidamente, porém, esse poder seduziu Teth-Adam, que matou o faraó e tomou o trono para si. O mago então se vinga banindo Teth-Adam “para a estrela mais distante do universo”. Nessa mesma edição, a trama dá um salto de cinco mil anos para mostrar o “Adão Negro” de volta à Terra. Ele é derrotado pela família Marvel e, ao perder seus poderes, envelhece e morre como um corpo esquelético.

Quando a DC retomou as histórias de Shazam em 1973, a editora aproveitou uma ideia da Fawcett: o Doutor Silvana, outro vilão tradicional, ressuscita Adão Negro, que então se torna um oponente recorrente do super-herói nos tempos atuais. A releitura feita em 1987 após Crises nas Infinitas Terras varia pouco: Adão Negro foi banido do Egito Antigo não para as estrelas, mas para uma realidade alternativa, e Doutor Silvana o traz de volta em um teletransporte interdimensional. Na minissérie de 1987 que reorganiza a origem do vilão, descobrimos que Billy Batson ganha os poderes de Shazam justamente para se preparar para a possível volta de Adão Negro ao nosso mundo.

Desde então outras adaptações à origem foram feitas; o que pode ditar o filme com Johnson é uma ideia que começou a ser trabalhada no fim dos anos 1990 e depois foi reaproveitada na série da Sociedade da Justiça no começo dos anos 2000: o príncipe egípcio Adão Negro foi derrotado pelo mago Shazam ainda na Antiguidade, seu espírito preso em um colar de escaravelho e enterrado na tumba de Ramsés II, e quando o arqueólogo Theo Adam descobre a joia nos dias de hoje ele é possuído pelo poder do Adão Negro. Ou seja, Theo Adam não é, em si, uma figura vilanesca, e sim um mortal inocente que termina corrompido pela influência homicida da entidade antiga.

Dois roteiristas da série da Sociedade da Justiça naquela época, curiosamente, são hoje criadores proeminentes da DC nas telas: Geoff Johns e David S. Goyer. Na fase dos dois, o Adão Negro ganha status de anti-herói e desenvolve uma personalidade maníaca mais focada em seu senso particular de justiça, em sua empáfia de príncipe e em suas atitudes agressivas. Ao mesmo tempo em que o filme pode aproveitar a noção dos efeitos da possessão para fazer uma história à la O Médico e o Monstro, essa fase dos quadrinhos oferece todo um novo painel de fundo para aprofundar o personagem, incluindo uma família na era antiga que Adão Negro perdeu, o que faz dele um vilão transtornado por rancores do passado.

Quando a DC realizou o reboot dos Novos 52, os conceitos desenvolvidos por Johns e Goyer, como a cultura de escravidão na nação fictícia de Khandaq (criada para dar forma à mitologia do Adão Negro sem que os autores precisassem recorrer sempre a figuras históricas egípcias), se expandiram a todo um universo de origem que tornou o Adão Negro mais complexo. A sua essência, porém, permanece praticamente a mesma nesses quase 20 anos de histórias remodeladas: é um personagem de passado conturbado que chega ao presente impondo sua vontade ao corpo que lhe hospeda. Desse conflito pode surgir realmente um componente dramático que justificaria um filme solo, por que não?

FONTE

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Publicado às 17/05/2017 por em Cinematofilia e marcado , , , .

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