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POR QUE O BATMAN NÃO MATA? – Action & Comics

Action & Comics

POR Giovanni Giugni Oliveira

Criado por Bob Kane e Bill Finger e lançado em maio de 1939, na revista Detective Comics  numero 27, o “maior detetive do mundo”, foi sucesso imediato e já em 1940, ganhava sua própria revista mensal (Batman).
O nome Bruce Wayne, foi uma homenagem de Bob Kane a dois heróis de sua época, Robert Bruce (um bravo conquistador dos mares ingleses) e Anthony Wayne (um explorador que combateu os índios no Kentucky).

No decorrer de 76 anos, o Cavaleiro das Trevas teve várias interpretações e realmente em suas primeiras historias, Batman matava.

Mas isso durou pouco tempo, já que o Homem Morcego, foi colocado na lista negra do código de ética dos quadrinhos americanos.  A hiper violência usada pelo Morcego vingador incomodou os mais conservadores, obrigando Kane a criar o personagem ROBIN, com a intenção de humanizar  Batman e amenizar suas historias.

Complicando ainda mais a situação, em 1954, o psiquiatra alemão Fredric Wertham, lançou  o livro “Sedução dos Inocentes”,  onde acusava os Quadrinhos, de serem os responsáveis pela crescente delinquência juvenil.

Na loucura de Fredric Wertham, em uma das revistas do Batman, Dick Grayson, aparecia com um dos botões do pijama desabotoado, isso foi o suficiente para Wertham afirmar que, Batman e Robin tinham uma relação homossexual.

Em outro momento do livro, ele diz que a Mulher Maravilha tinha um subtexto de “servidão sexual” e que o Homem de Aço era fascista e antiamericano.

As declarações caíram como uma bomba e a mídia pressionou o senado, que obrigou os editores a criarem o Comic Code Authority, uma forma de autocensura no conteúdo dos quadrinhos  da época.

Para solucionar o problema, a  DC Comics resolveu então abraçar o código e transformar todos os seus personagens em “cavaleiros  andantes”, com rígidos códigos de conduta moral. Sendo assim, foi instituído que nenhum deles mataria.

Na década de 70, graças a Dennis O’Neal, Neal Adams e Dick Giordano o personagem voltou ao seu estilo detetivesco e sombrio original.

Batman começava a carregar uma personalidade sombria e psicótica, coerente com seu uniforme e seus métodos de agir. Por traz da máscara, revela-se um ser atormentado e com noções distorcidas da realidade.

Afinal de contas, um homem q se veste de morcego durante a noite e dedica sua vida ao convívio com psicopatas e assassinos, não tem motivos para sorrir. Por mais violento que esse Batman seja, ele  também não mata.

Já nos anos 80, uma bomba sacudiria o mercado Americano, a antológica serie “O retorno do Cavaleiro das trevas”, escrita e desenhada por Frank Miller. Situada em um FUTURO ALTERNATIVO DO UNIVERSO DC, a serie apresenta o personagem como um homem traumatizado e atormentado pelo seu passado, que usa inteligência e força para fazer justiça de maneira muito mais bruta e violenta.


Ainda na década de 80, obras como Ano um (também de Frank Miller), Morte em família e a Piada Mortal mostram que, mesmo o Coringa Matando Jason e deixando Bárbara em uma cadeira de rodas, não são motivos para o Batman cruzar a linha. Nem mesmo quando teve a oportunidade de MATAR Joe Chill, o assassino de seus Pais (em Batman: Ano dois), Batman conseguiu puxar o gatilho.

“Temos que provar pra ele, que do nosso jeito funciona”.

Nos anos 90, a Warner lança uma animação, que se torna uma referencia para o personagem, Batman: The Animated Series.

Produzida por Bruce timm, Paul Dini e Alan Burnett, a serie animada, é considerada por muitos, a melhor coisa já feita com o personagem depois dos quadrinhos.

Batman tem completa aversão a armas de fogo e ao longo da serie, fica muito claro que mortes não serão toleradas.
Na noite em que seus Pais foram assassinados, aquele garotinho fez um juramento que jamais esqueceria: dedicar a sua vida, para que aquilo não acontecesse com mais ninguém.

“Eu sei que estou lutando uma guerra que nunca vou poder vencer…Mas essas pequenas vitórias me encorajam a continuar tentando, se começar com uma pessoa e depois um bairro, então talvez a redenção comece a se espalhar por uma cidade inteira e finalmente, voltar a mim.”

P.S. 1 # A aversão que Batman tem por armas de fogo, o impediria de usa-las e a ideia de tirar uma vida é inadmissível pelo trauma que sofreu quando criança. Renegar isso é renegar a origem do personagem.

P.S. 2 # Sobre a dúvida em relação ao final de “A Piada Mortal”, no mês seguinte acompanhamos  as consequências da história, onde Barbara Gordon aparecia em uma cadeira de rodas e o CORINGA, PRESO EM ARKHAM.

Fonte: POR QUE O BATMAN NÃO MATA? – Action & Comics

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Publicado às 24/04/2017 por em Quadrinhos e marcado , .

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